Inseticidas Biológicos: O controle biológico consiste na ação de inimigos naturais ( parasitos, predadores e patógenos ) na manutenção de densidade baixa de determinada população. O controle biológico pode ser natural, ocorrendo sem a intervenção do homem, ou aplicado, quando o homem introduz inimigos naturais com a finalidade de controlar determinada praga.

Sendo assim, a utilização de predadores, parasitóides ou agentes de controle microbiano ( fungos, bactérias, vírus, protozoários) ainda continua uma alternativa viável e segura, desde que acompanhada de estudos básicos e técnicas que permitam a sua utilização de maneira eficiente

          É necessário ressaltar que a possibilidade do uso do controle biológico prevê a realização de testes de toxidade ainda não bem definidos por uma legislação pertinente, bem como o manuseio correto, com equipamentos seguro, a despeito de ser um produto biológico.

As duas espécies mais estudas são Bacillus thuringiensis israelensis e Bacillus sphaericus, que possuem elevadas propriedades larvicidas. Ambas produzem endotoxinas protéticas, as quais. quando ingeridas pelas larvas, atacam e destroem o epitélio do estômago, levando-as à morte. Esses produtos estão apresentando um crescimento na sua adoção em programas de controle devido a suas baixas toxicidade e especificidade no controle.

Bacillus thuringiensis israelensis (Bti)
São seletivo às espécies-alvo, sendo efetivo no controle de Aedes, Anopheles, Culex e Simulídeos (Borrachudos). Sua eficiência está ligada à endotoxina delta, que causa a destruição do epitélio do intestino médio depois da ingestão pela larva.
Sua ação é rápida dando um controle efetivo em larvas em menos de 24 horas. Não há resistência comprovada ao Bacillus thuringiensis, sendo que os primeiros ìnstantes (fases) são mais suceptíveis. Sua persitência na água dependerá da dosagem, da densidade populacional, qualidade da água e do ambiente, sendo que seu efeito residual é considerado baixo: 7 a 14 dias.
A engenharia genética desenvolveu certas cepas que produzem os cristais protéicos contÊm a delta-endotoxina, forma ativa do Bti, sem haver a necessidade de ocorrer a esporulação. Dessa forma, há a presença de um maior número de cristais por unidade de volume, aumentando a potência do produto; são as chamadas cepas esporogênicas, como é o caso do Teknar.