Encontrado praticamente em todo o mundo, o gesso ocorre no Brasil abundantemente em terrenos cretáceos de formação marinha, sobretudo nos estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Piauí e Pernambuco.

gesso é um mineral composto fundamentalmente de sulfato de cálcio hidratado (CaSO4.2H2O) e do hemidrato obtido pela calcinação deste (CaSO4.½H2O).

Cristaliza no sistema monoclínico, formando cristais de diferentes espessuras, habitualmente chamados de selenita. O gesso pode ser encontrado ainda sob a forma de agregados granulares, quando recebe o nome de alabastro, ou em veios fibrosos, com o nome de espato-de-cetim, em virtude do brilho sedoso.

A forma pulverulenta, não cristalizada, recebe o nome de gipsita. Sua dureza é igual a 2, na escala de Mohs. Em geral tem cor branca, mas impurezas diversas podem dar-lhe aspecto acinzentado, amarelado, rosado ou marrom.

Quando se umedece o gesso com cerca de um terço de seu peso em água, forma-se uma massa plástica que endurece em cerca de dez minutos e sofre expansão, pelo que se utiliza na confecção de moldes com formas bem definidas.

Usa-se gesso também em construção, para acabamento do reboco e do teto das habitações e, modernamente, na confecção de rebaixamentos e divisórias, juntamente com papelão.

O gesso entra também na composição do cimento portland, na proporção de dois a três por cento, como agente retardador de pegas. É ainda usado em aparelhos ortopédicos, em trabalhos de prótese dentária e outros campos em que se faz necessária a confecção de moldes e fôrmas especiais.

Não calcinado, o gesso é usado como fundente, fertilizante e como enchimento no fabrico de papel e tecidos. Cerca de três quartos da produção mundial são calcinados, a uma temperatura entre 120 e 165°C, para produção de gesso hemidratado, que forma com água uma mistura de extrema plasticidade, usada em moldagem, fundição, cerâmica e pasta de dentes, além de servir de material de construção como estuque, cimento de Keene, telhas e blocos decorativos.